Obesidade controlada: você já ouviu falar?
Você já ouviu falar em obesidade controlada?
O termo é importante de se compreender não só por quem tem obesidade, como também por profissionais da saúde e por quem acompanha o tratamento do paciente, seja do lado pessoal ou do lado profissional.
Saiba mais no post de hoje!
Entendendo mais sobre o conceito de obesidade
O conceito de obesidade você provavelmente já sabe, mas, caso não, este é o nome que damos à uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal.
O parâmetro mais usado para a sua definição é o Índice de Massa Corporal (IMC), que é calculado dividindo o peso de um indivíduo pela sua altura elevada ao quadrado.
Considera-se normal o IMC entre 18,5 e 24,9. Entre 25 e 29,9, sobrepeso. Acima de 30 de IMC, consideramos obesidade.
De acordo com a pesquisa Vigitel 2025, houve um crescimento expressivo do excesso de peso na população adulta brasileira, cuja prevalência passou de 42,6% em 2006 para 62,6% em 2024.
E a obesidade controlada?
A obesidade controlada, assim, pode parecer relacionada a uma condição em que a obesidade está “sob controle”, mas calma que não é bem assim.
Para facilitar o entendimento do assunto, vou te dar um exemplo: você saberia dizer o que acontece quando se perde 5, 10 ou 15% do peso? Considerando uma meta “pé no chão”, possível de ser atingida?
Pois então.
Quando isso acontece ocorre um melhor gerenciamento (ou controle, por isso o nome obesidade controlada) de outras condições associadas à obesidade, como diabetes, hipertensão e gordura no fígado.
Além disso, o paciente adquire melhor qualidade de vida e reduz as chances de mortalidade associada à obesidade.
Mas não basta apenas perder peso
No entanto, a obesidade controlada não fala somente sobre perder alguns quilos na balança e, desta maneira, melhorar os níveis sanguíneos relacionados às outras condições. Fala também sobre mantê-lo.
Algumas dicas como fazer um diário alimentar, exercício e desjejum diários, e priorizar dietas ricas em proteínas, fibras e água são bons primeiros passos.
Em resumo, é sobre perder peso, manter o peso após a perda e não correr atrás de metas impossíveis de serem realizadas, que só geram ansiedade e frustração.
Com a obesidade controlada, você vive mais e melhor!
Números também variam
O conceito de obesidade controlada, que foi trazido pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), também leva em consideração o IMC – de 30 a 50 – e a idade da pessoa – de 18 a 65 anos.
Veja:
IMC inicial 30-40:
- Obesidade reduzida: perda de 5-10% do maior peso da vida (PMAV)
- Obesidade controlada: perda > 10% do maior peso da vida (PMAV)
IMC > 40:
- Obesidade reduzida: perda de 10-15% do maior peso da vida (PMAV)
- Obesidade controlada: perda > 15% do maior peso da vida (PMAV)
É tudo sobre a trajetória do paciente
No fim das contas, a proposta da obesidade controlada não é substituir outras classificações ou mudar o tratamento do paciente, mas sim considerar a sua trajetória de vida e a sustentabilidade do tratamento em longo prazo.
Isso e, é claro, fazer com que o paciente tenha um menor risco metabólico.
Na dúvida, consulte um médico endocrinologista e metabologista de sua confiança.
Para finalizar
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