Tumor na hipófise é perigoso? Entenda
Geralmente, a qualquer sinal de tumor no corpo, já acendemos o alerta vermelho e corremos para procurar um profissional de saúde, não é mesmo?
Ou, ao menos, deveríamos ser assim, para o bem de nossa saúde.
E o tumor que pode aparecer na hipófise? Será que também deve receber um tratamento como esse?
Será que ele é tão perigoso quanto os demais que podem acometer a estrutura humana?
É o que veremos no post de hoje!
Continue lendo para descobrir!
O que é a hipófise
A hipófise é uma pequena glândula que fica na base do crânio, em uma “cavidade” óssea chamada sela túrcica.
Apesar de ser bem pequena, a glândula é fundamental para o equilíbrio do nosso corpo, pois produz hormônios que comandam outras glândulas importantes, como a tireoide, as supra-renais, os ovários e os testículos.
Esses hormônios ajudam a regular o metabolismo, o ciclo menstrual, a produção de hormônios sexuais, a resposta ao estresse, entre outros.
Além disso, a hipófise também fabrica o hormônio do crescimento, que participa do desenvolvimento do corpo, especialmente na infância e adolescência.
Ela produz, ainda, o hormônio antidiurético, que ajuda o organismo a controlar a quantidade de água; e a prolactina, que estimula a produção de leite nas mamas após a gestação.
Sobre o tumor na hipófise: é ou não é perigoso?
Indo direto para a pergunta-chave do nosso texto de hoje, não, geralmente o tumor que surge na hipófise não é perigoso.
Na realidade, os tumores de hipófise, de todos os tumores intracranianos, correspondem a uma faixa de 10 a 15%, sendo a doença mais comum que afeta a hipófise.
A hipófise pode desenvolver tumores benignos, chamados de adenomas, que não são câncer.
Na maior parte dos casos, esses adenomas não produzem hormônios, por isso são chamados de não funcionantes e não apresentam perigo se não forem grandes o suficiente para comprimir as estruturas vizinhas, como o nervo ótico, por exemplo, como veremos a seguir.
Quais são os sintomas de um tumor na hipófise?
Os sintomas vão depender principalmente do tamanho do tumor.
Tumores maiores podem “apertar” a parte saudável da hipófise e atrapalhar a produção normal de hormônios, causando alterações hormonais no organismo.
Fora isso, o crescimento do adenoma pode comprimir estruturas vizinhas, como o nervo óptico, o que pode levar a problemas de visão, dor de cabeça e outros desconfortos locais.
Existem também os adenomas funcionantes, que produzem hormônios em excesso.
Nesses casos, a pessoa pode desenvolver síndromes causadas justamente por essa produção exagerada de hormônios, o que gera sintomas específicos, como alterações no ciclo menstrual, ganho de peso, aumento de pelos, mudanças na aparência ou na pressão arterial, dependendo do hormônio envolvido.
Entenda mais detalhes abaixo.
As doenças trazidas pelo excesso de hormônios ou doenças da hipófise
No caso dos adenomas funcionantes, ou seja, que provocam síndromes de excesso hormonal, temos algumas doenças e seus respectivos tratamentos.
Acromegalia
Essa doença surge pelo excesso de hormônio do crescimento em adultos, causando crescimento exagerado de mãos, pés, nariz largo, lábios e língua aumentados, suor excessivo, dores nas articulações e testa proeminente.
Há riscos de diabetes, pressão alta e aumento do coração.
Se ocorre na infância, resulta em gigantismo, com crescimento desproporcional do corpo todo.
Tratamentos principais: a cirurgia para remover o tumor da hipófise é o tratamento inicial preferido, com boas taxas de sucesso em tumores pequenos.
Medicamentos como análogos da somatostatina (octreotida ou lanreotida) reduzem a produção hormonal e encolhem o tumor, enquanto o pegvisomanto bloqueia os efeitos do hormônio.
A radioterapia também pode ser utilizada, em especial nos casos em que a cirurgia não é o suficiente para a remoção completa do tumor.
Doença de Cushing
Provocada pelo excesso de ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) da hipófise, que faz as supra-renais produzirem cortisol demais, a Doença de Cushing leva a ganho de peso, rosto arredondado (conhecido como “lua cheia”), gordura na barriga e costas, estrias roxas largas, pressão alta e acne.
Tratamentos principais: a cirurgia para retirar o tumor hipofisário é a primeira opção, com taxas de cura de até 80-85% em tumores pequenos quando feita por especialistas.
Se não funcionar, usa-se radioterapia ou medicamentos que bloqueiam a produção de cortisol ou ACTH.
Na dúvida, procure um especialista
Mesmo que o tumor na hipófise, na maioria dos casos, não seja maligno, apenas um médico poderá avaliar corretamente cada situação e indicar o tratamento mais adequado.
O endocrinologista é o profissional especialista nos hormônios e nas glândulas endócrinas do corpo, e é quem solicita exames de imagem, como a ressonância magnética, e as dosagens hormonais no sangue para confirmar o diagnóstico e acompanhar a evolução da doença.
Aqui no meu consultório, o cuidado é sempre individualizado: o tamanho do tumor, o tipo (funcionante ou não funcionante) e os sintomas de cada paciente influenciam diretamente na melhor escolha de tratamento.
Vale lembrar que os tumores de hipófise de importância clínica não tem fator predisponente, exceto na Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 1, uma rara doença familiar.
De toda forma, se você perceber alterações hormonais, sintomas visuais, dores de cabeça frequentes ou qualquer sinal incomum, procure ajuda profissional o quanto antes.
Diagnosticar precocemente é o melhor caminho para tratar e controlar o problema com segurança.
Entre em contato com a minha equipe e agende hoje mesmo a sua consulta!
Para finalizar
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