Obesidade e Covid-19: o encontro de duas pandemias
Com o surgimento da Covid-19, pessoas com obesidade tiveram o risco de complicações graves causadas pela infecção aumentados.
Assim, chegamos ao encontro de duas pandemias: Covid-19 e obesidade.
É sobre isso que quero falar no post de hoje!
Acompanhe!
O que é e como diagnosticar a obesidade?
A obesidade, como sabemos, é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal.
Para seu diagnóstico, o parâmetro mais utilizado é o Índice de Massa Corporal (IMC), que é calculado dividindo o peso de um indivíduo pela sua altura elevada ao quadrado.
Quando o IMC tem um resultado acima de 30, temos, então, um quadro de obesidade.
O contexto da obesidade no Brasil e o porquê da condição ser considerada pandemia
A pesquisa Vigitel mais recente apontou que o número de adultos com obesidade no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024.
Um número alarmante, não é mesmo?
Mas a sua relação “em termos pandêmicos” é ainda mais chocante.
O próprio Ministério da Saúde já apontou que a obesidade é uma pandemia contínua.
E por que isso?
“O impacto da obesidade no desenvolvimento de comorbidades e, subsequentemente, seu efeito na expectativa de vida, é tão devastador quanto qualquer pandemia infecciosa.
Porém, infecções têm um efeito relativamente rápido, enquanto os efeitos da obesidade na expectativa de vida são mais insidiosos, mais devastadores, mas menos agudos.
O que torna a obesidade ainda mais impactante como uma pandemia é o conhecimento de que ela pode ser potencialmente evitável”, revelou uma publicação oficial referente ao Dia Mundial da Saúde Digestiva.
O que isso significa na prática?
Na prática, isso significa que a obesidade deixou de ser um problema individual para se tornar um desafio coletivo.
Ela está diretamente relacionada ao aumento do risco de diversas condições crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, apneia do sono, esteatose hepática e alguns tipos de câncer.
Além disso, seus impactos vão muito além das complicações médicas.
A obesidade influencia a qualidade de vida, a produtividade, a saúde mental e gera um enorme impacto econômico para famílias, empresas e sistemas públicos de saúde.
Reconhecer a obesidade como uma pandemia é, acima de tudo, reconhecer a urgência do problema.
Quanto mais cedo houver conscientização, prevenção e tratamento adequado, maiores serão as chances de reduzir seu impacto sobre a saúde da população e reverter uma tendência que segue crescendo ano após ano, concorda?
Não é apenas uma escolha individual
Mas é preciso pontuar que o crescimento da obesidade não pode ser explicado apenas por escolhas individuais.
Fatores genéticos, biológicos, ambientais, sociais, culturais e econômicos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento da condição.
Por isso, seu enfrentamento, bem como o da Covid-19, exige estratégias amplas, que envolvam educação em saúde, acesso a tratamento adequado, promoção de hábitos saudáveis e redução do estigma associado ao excesso de peso.
Todo corpo precisa ser cuidado
No fim, todo corpo precisa ser cuidado.
A obesidade é uma condição crônica e precisa ser tratada com respeito e responsabilidade, com metas realistas, visando a melhora da qualidade de vida e redução do risco de condições associadas.
E, voltando à outra pandemia, a do coronavírus, vale lembrar que as perdas de 3-5% de peso, reduzem os riscos de complicações da Covid-19.
Já as perdas de peso de 5% a 10% reduzem o risco e melhoram o controle de condições crônicas associadas, como o diabetes.
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