Novas diretrizes para o tratamento da obesidade em pessoas 60+ - Drª Flávia Tessarolo

Conheça as novas diretrizes para o tratamento da obesidade em pessoas 60+


Recentemente, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) publicou novas diretrizes voltadas ao tratamento da obesidade em pessoas idosas (acima de 60 anos), especialmente nos casos em que há indicação de terapia medicamentosa.

Um dos principais destaques do documento é a importância de uma abordagem individualizada, sobretudo nessa faixa etária, considerando comorbidades, funcionalidade e outros fatores de risco associados ao envelhecimento.

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O que dizem as novas diretrizes?

Emagrecimento excessivo exige cautela

Nem sempre uma perda de peso acentuada será a melhor recomendação para pacientes idosos com obesidade.

Esse é um dos primeiros pontos de atenção trazidos pelas diretrizes.

Isso porque, após os 60 anos, reduções expressivas no peso corporal podem levar à diminuição da densidade óssea e da massa muscular

Como consequência, pode haver um aumento da fragilidade, maior risco de quedas e fraturas, além de impactos negativos na mobilidade, na autonomia e na qualidade de vida do idoso.

Nesses casos, um emagrecimento mais gradual e controlado já pode fazer toda a diferença, trazendo dezenas de benefícios clínicos. 

Treinamento de força e aporte proteico é recomendado

Além do tratamento medicamentoso, a Abeso recomenda que profissionais de saúde orientem pacientes idosos com obesidade a associarem exercícios de força a uma ingestão adequada de proteínas, algo fundamental para a preservação da massa muscular e a manutenção da função cognitiva.

As recomendações são de:

  • Exercícios de resistência 2 a 3x por semana
  • Pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica também semanal
  • Ingestão proteica entre 1 e 1,2 g por kg de peso corporal (podendo chegar a 1,5 g em situações específicas, desde que não haja contraindicações)

Leia também: Osteopenia: o que é, causas, sintomas e formas de tratamento

Investigação de sarcopenia deve fazer parte da rotina 

Por fim, outro ponto levantado pelas novas diretrizes diz respeito à avaliação do risco de sarcopenia em pacientes com obesidade ou com mais de 60 anos.

A condição é caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, associada à redução de força e desempenho físico.

Na prática, ela também pode comprometer a funcionalidade do paciente, aumentando o risco de outras comorbidades e até mesmo de mortalidade.

Cabe pontuar que, quando a sarcopenia se alia à obesidade, temos a chamada obesidade sarcopênica

De acordo com a Abeso, 17% dos adultos brasileiros vivem com a condição atualmente. 

Um número bastante expressivo, não é mesmo?

“Tenho mais de 60 anos e quadro de obesidade: e agora?”

Se este é o seu caso, o primeiro passo é buscar avaliação médica para uma condução adequada e individualizada do tratamento.

Durante a consulta, podem ser realizados exames para avaliar a sua função muscular e  composição corporal, como o exame de bioimpedância, além da análise de outros fatores importantes para a sua saúde.

Dependendo do seu estilo de vida, ajustes que vão além do uso de medicamentos também podem ser indicados, como a prática regular de exercícios físicos e a adoção de uma alimentação mais equilibrada e nutritiva.

O mais importante é se cuidar! Sempre!

Para finalizar 

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