Gordura no fígado pode ser ocasionada pela síndrome metabólica: saiba mais
Com certeza você já ouviu falar em gordura no fígado, certo?
Também chamada de esteatose hepática, a gordura no fígado é coisa séria e precisa de tratamento imediato, assim que for diagnosticada pelo médico especialista.
Trata-se da manifestação da síndrome metabólica no fígado da pessoa.
Mas você deve estar se perguntando: “Dra Flavia, o que significa síndrome metabólica?”.
No post de hoje eu te explico!
Vamos lá!
Síndrome metabólica: o que significa?
Como já te contei por aqui, a síndrome metabólica é uma combinação de vários distúrbios metabólicos juntos.
Também conhecida como síndrome de resistência à insulina, por sua, como o nome já adianta, resistência ao hormônio, ela traz grandes chances do paciente desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e AVC (derrame cerebral), se não for tratada adequadamente.
Mas qual é a origem deste problema?
A resposta é o acúmulo de gordura na região abdominal.
Essa concentração de gordura no abdômen atrapalha a ação da insulina, o hormônio responsável pelo controle da glicose.
E é assim que ocorre a resistência à insulina, cujas principais manifestações são:
- Aumento do triglicérides
- Aumento do ácido úrico
- HDL (colesterol bom) baixo
- Pré-diabetes
- Diabetes
- Apneia do sono
- Hipertensão arterial
- Disfunção erétil
E onde o fígado entra nessa história?
Lembra do acúmulo de gordura no abdômen?
Então, essa gordura também se acumula nas células do fígado, as quais chamamos de hepatócitos.
O que acontece é que os hepatócitos não foram feitos para armazenar gordura, e, com o tempo, ocorre um processo chamado balonização, ou seja, os hepatócitos “estouram”.
Com isso, a pessoa pode vir a apresentar a esteato hepatite, também chamada de hepatite por gordura.
Com o passar dos anos, a inflamação da hepatite ocasiona a cirrose e, por último, o câncer no fígado.
Gordura no fígado: 20% a 30% da população adulta pode ter algum grau da doença
“Dra. Flavia, eu aprendi que cirrose só dava em quem bebia muito e eu não bebo. Corro o risco de ter esteatose hepática?”
A esteatose hepática pode ser alcoólica, sim, quando o consumo de álcool é excessivo e prolongado, mas também não alcoólica.
E, por incrível que pareça, a esteatose hepática não alcoólica é muito frequente no Brasil.
Segundo os estudos, por volta de 20 a 30% da população pode ter algum grau de esteatose hepática não alcoólica na fase adulta, e 15% correm o risco de desenvolver um quadro mais sério de inflamação.
Portanto, o cuidado é para todos!
Todos mesmo – inclusive as crianças e adolescentes, uma vez que elas estão ganhando peso progressivamente e desenvolvendo obesidade cada vez mais cedo.
Para se ter uma ideia, atualmente 9% dos brasileiros entre 5 e 19 anos possuem obesidade.
Além disso, mais de 80% dos adolescentes que são obesos hoje serão, também, no futuro, adultos obesos.
Leia também: Como prevenir a obesidade infantil
Como tratar a gordura no fígado
O controle do peso, do diabetes tipo 2 e dos níveis de colesterol e triglicerídeos, fazem parte do tratamento da esteatose hepática.
Recentemente a semaglutida foi aprovada nos Estados Unidos para tratamento da MASH, que é a chamada esteato hepatite associada à disfunção metabólica, ou seja, a inflamação do fígado provocada por acúmulo de gordura e que é associada a diabetes tipo 2 e obesidade.
A prevenção é muito importante.
Por isso, mantenha os seus exames de rotina em dia, com o acompanhamento médico constante.
Caso surja indício de alguma coisa, o profissional irá te indicar mais exames, levantar o seu histórico familiar e encaminhar, caso seja necessário, para exames mais específicos, como a ultrassonografia, elastografia hepática, a ressonância magnética e até biópsia, se for o caso.
No mais, vale o que vivo falando por aqui e nas minhas redes sociais:
- Pratique exercício físico regularmente
- Se alimente de forma equilibrada
- Mantenha um estilo de vida saudável
- Controle o estresse
- Tenha boas noites de sono
- Evite o consumo excessivo de álcool
- Não fume
Na dúvida, marque sua consulta comigo!
Para finalizar
Agora que você já sabe tudo sobre a gordura no fígado e a relação com a síndrome metabólica, envie este conteúdo para quem também precisa saber.
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É fácil e rápido!
Não deixe de marcar a sua consulta comigo se tiver mais dúvidas e/ou quiser tratar questões relacionadas à obesidade, diabetes, menopausa, tireoide, entre outras.
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Eu espero você, combinado?
Ah! E eu também atendo online!
Muito obrigada pela leitura até aqui e até o próximo post!
