Exposição a telas e distúrbios metabólicos: descubra os riscos escondidos
Passar algumas horas na frente da tela do celular ou do computador pode até parecer inofensivo à primeira vista, mas, a prática, cada vez mais comum devido à hiperconectividade dos dias atuais, revela riscos perigosos para a saúde.
Continue a leitura para se aprofundar no assunto!
Brasileiro passa mais de 9 horas conectado
Diversos estudos científicos já têm comprovado que o uso excessivo de telas pode estar associado ao desenvolvimento de condições como obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
A lógica é simples: quanto mais tempo em frente a tela, seja a de um celular, tablet ou computador, maior o tempo sedentário, sem praticar exercícios físicos.
No Brasil, as pessoas costumam passar uma média de 9h13 conectadas, de acordo com o estudo Consumer Pulse, da Bain & Company.
Isso é muito mais que a média global de uso da internet por dia, que é de 6h38 – um número também alto, há de se convir.
Dica de leitura: Obesidade e atividade física: há exercício certo para emagrecer?
Prejuízos vão além do sedentarismo e impactam alimentação, sono e mais
Mas o sedentarismo não é o único fator de risco trazido por essa realidade assustadora.
A má alimentação também é um deles, afinal, fica muito mais fácil comer snacks, alimentos ultraprocessados e demais guloseimas quando se está na frente de uma tela, do que levantar para preparar uma comida mais saudável, concorda?
Em tempos de aplicativos de comida, que ampliam o acesso e reduzem o esforço para pedir refeições prontas, essa tendência se intensifica, favorecendo escolhas mais calóricas, menos nutritivas e, muitas vezes, automáticas no dia a dia.
E os prejuízos não param por aí, viu?
O foco constante nas telas pode prejudicar o sono, interferindo em nossa produção de melatonina, o hormônio responsável pela regulação e qualidade do sono, e até mesmo a visão.
Isso porque diversas pesquisas já têm mostrado os efeitos da exposição à luz azul em quadros como olho seco, fadiga visual e miopia.
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E a saúde mental?
Os impactos do uso excessivo de telas também se estendem ao bem-estar psicológico.
A exposição prolongada, especialmente associada ao consumo constante de informações e ao uso intenso de redes sociais, pode contribuir para o aumento de sintomas de ansiedade e depressão, que também podem se relacionar diretamente com a obesidade e o diabetes.
A comparação frequente com padrões irreais, a sobrecarga de estímulos e a dificuldade de “desconectar” são fatores que afetam diretamente o equilíbrio emocional.
Além disso, o próprio prejuízo na qualidade do sono, já mencionado, tem relação direta com alterações de humor, irritabilidade e maior vulnerabilidade a transtornos mentais.
Outro ponto importante é a redução de interações sociais presenciais e de momentos de descanso real, o que pode intensificar a sensação de isolamento e cansaço mental.
Ou seja: o excesso de telas não impacta apenas o corpo, mas também a forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos.
Continue no assunto: Ansiedade pode atrapalhar o tratamento da obesidade
O que fazer diante desse quadro
Diante de um cenário cada vez mais conectado, o caminho, ao contrário do que muitos pensam, não está em eliminar o uso de telas, algo pouquíssimo viável na rotina atual, mas sim em estabelecer limites e adotar estratégias que reduzam seus impactos na saúde.
Vamos ver algumas delas?
Pausas ao longo do dia
Uma das principais medidas é interromper períodos prolongados de uso com pausas regulares ao longo do dia.
Levantar-se, alongar o corpo e caminhar por alguns minutos já ajuda a reduzir o tempo sedentário e a ativar a circulação.
Organização da rotina alimentar
Outro ponto essencial é organizar a rotina alimentar.
Evitar refeições distraídas em frente às telas e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados pode fazer total diferença na qualidade da dieta, viu?
Ah, e esqueça o iFood!
Respeito à hora de dormir
No que diz respeito ao sono, a recomendação é reduzir a exposição a dispositivos eletrônicos nas horas que antecedem o descanso, o que vai favorecer a produção adequada de melatonina e melhorar a qualidade do sono.
Os especialistas recomendam um tempo mínimo de 30 minutos a uma hora.
Também vale a pena em atividades offline, como uma leitura ou um encontro com os amigos e familiares (sem celular!).
Ajuda profissional se necessário
Por fim, se houver dificuldade em controlar o tempo de uso ou sinais de prejuízo à saúde mental e física, buscar orientação profissional é fundamental.
Uma abordagem multidisciplinar, com atendimento de endocrinologistas, como eu, psicólogos, cardiologistas e outros pode fazer toda a diferença na qualidade de vida.
Para finalizar
Agora que você já sabe tudo sobre os riscos trazidos, pela exposição às telas, ao metabolismo humano, envie este conteúdo para quem também precisa saber.
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