3 mitos sobre o colesterol hereditário  - Drª Flávia Tessarolo

3 mitos sobre o colesterol hereditário 


Quando o assunto é colesterol, alguns mitos podem fazer parte do imaginário popular. 

E se for o hereditário, então, também conhecido cientificamente como hipercolesterolemia familiar (HF), nem se fala. 

Quer saber quais são os principais e as verdades por trás deles?

É só continuar a leitura do conteúdo até o fim!

O que é o colesterol hereditário? 

Antes de partirmos para os principais mitos sobre o colesterol hereditário, vamos entender melhor o que ele significa?

Quando se fala neste tipo de condição, geralmente estamos nos referindo à hipercolesterolemia familiar (HF), como já dito, que é uma condição genética que faz com que os níveis de colesterol LDL (também conhecido como “colesterol ruim”) permaneçam muito elevados desde cedo.

Na HF, o que acontece é que alterações em determinados genes, principalmente o LDLR, dificultam a retirada do LDL da corrente sanguínea. 

Como consequência, o colesterol se acumula no sangue e pode favorecer a formação de placas de gordura nas artérias.

Por ser uma condição genética, essa pode ser uma condição passada de geração em geração. Quando um dos pais tem esse colesterol hereditário, cada filho tem cerca de 50% de chance de herdar a alteração genética.

Quais são os 3 mitos sobre o colesterol hereditário?

Mito 1: pessoas magras não têm colesterol 

Um clássico!

Quando se trata de colesterol, o peso não é a única medida de determinação da condição, logo, pessoas magras podem, sim, ter colesterol. 

Em especial se este for o colesterol hereditário, onde a condição genética interfere na remoção do colesterol pelo fígado.

Vale pontuar que o sobrepeso e a obesidade são, sim, fatores de risco para o colesterol, mas, mais uma vez, ser magro ou magra não quer dizer que a pessoa não possa ter a condição também. 

Mito 2: o colesterol hereditário pode ser curado com dieta e exercícios físicos

Mais um mito!

Nenhum tipo de colesterol, tampouco o presente na HF, pode ser curado. 

A dieta e os exercícios são, sim, fundamentais para o seu gerenciamento e para uma melhor qualidade de vida e bem-estar, bem como o uso de medicação (quando necessário) e outras estratégias. 

Mas não existe cura. Existe tratamento, cuidado e acompanhamento contínuo.

Mito 3: se meus pais têm colesterol alto, eu também vou ter

Não necessariamente. 

Ter um pai com colesterol alto aumenta a sua atenção para o risco, mas não significa que você obrigatoriamente terá.

Os níveis de colesterol são influenciados por uma combinação de fatores genéticos, alimentação, atividade física, peso, entre outras condições de saúde e contextos.

Portanto, vale a atenção para fins de acompanhamento, mas ela também não é determinista para a condição. 

Leia também: Cerveja e colesterol: os principais mitos e verdades sobre a relação 

Quais são os sinais e sintomas do colesterol hereditário? 

  • Níveis muito elevados de colesterol: colesterol total acima de 310 mg/dL ou LDL acima de 190 mg/dL em exames de sangue;
  • Histórico familiar de doença cardiovascular precoce: casos de doença cardíaca em familiares de primeiro ou segundo grau, especialmente antes dos 55 anos para homens e 65 anos para mulheres;
  • Depósitos de gordura nos tendões: podem aparecer como nódulos, principalmente nos tendões dos dedos e dos tornozelos;
  • Alterações na região dos olhos: presença de um arco esbranquiçado ou acinzentado ao redor da córnea, chamado arco corneano;
  • Xantelasmas: pequenas placas ou depósitos amarelados de gordura que costumam surgir nas pálpebras.

Há tratamento para o colesterol hereditário?

Como dito anteriormente, sim, há. 

O tratamento para a HF busca reduzir o LDL e, consequentemente, diminuir o risco cardiovascular. 

Mudanças na alimentação, prática de atividade física e controle de outros fatores de risco fazem parte do cuidado, mas, no colesterol hereditário, também pode ser necessário utilizar medicamentos para reduzir o colesterol.

Outro ponto importante é que, quando há suspeita ou diagnóstico confirmado, os familiares também podem precisar ser avaliados, por meio da dosagem do colesterol e, em alguns casos, de testes genéticos. 

Essa investigação pode ajudar a identificar a condição antes do surgimento de complicações.

Na dúvida, consulte um endocrinologista, cardiologista ou clínico geral, combinado?

Estes são os profissionais indicados para o diagnóstico e tratamento adequados da condição.  

Para finalizar 

Agora que você já sabe tudo sobre o colesterol hereditário (HF) e os seus principais mitos, mande esse conteúdo para quem também precisa saber.

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