Antidepressivos afetam o peso?
Afinal, os antidepressivos afetam o peso ou não?
Essa é uma pergunta que recebo com frequência em meu consultório, sendo motivo de dúvida para muitos pacientes, principalmente as mulheres.
Pensando nisso, escrevi esse post para solucioná-lá de uma vez por todas!
Acompanhe a leitura para saber mais!
O que são antidepressivos
Como você já pode imaginar, os antidepressivos são medicamentos utilizados para tratar a depressão e outras condições de saúde mental, como o transtorno de ansiedade, o transtorno de pânico, o TOC, entre outras.
Eles atuam diretamente na regulação de neurotransmissores ligados ao humor, como a dopamina e a serotonina, modificando sua disponibilidade na fenda sináptica, ou seja, o espaço entre um neurônio e outro.
Quando uma pessoa está com depressão ou um transtorno de ansiedade, a sinalização desses químicos pode estar desregulada.
Os medicamentos, assim, impedem a reabsorção rápida ou aumentam a sensibilidade a esses transmissores, permitindo que os circuitos cerebrais responsáveis pelo bem-estar e pelo equilíbrio emocional voltem a se comunicar de forma mais eficiente.
Os antidepressivos afetam o peso corporal?
Respondendo à pergunta-base deste post, sim, os antidepressivos podem aumentar ou ter impacto na perda de peso.
Na Endocrinologia e Metabologia, a utilização de alguns desses medicamentos vai além do tratamento da depressão, da ansiedade ou do TOC.
Eles podem atuar controlando o comer emocional ou ansiedade que leva a um padrão beliscador, bem como o transtorno de compulsão alimentar e o comer noturno.
No entanto, existem também antidepressivos que estão associados ao ganho de peso.
Como escolher o medicamento adequado?
A escolha do medicamento adequado varia de acordo com o perfil e o objetivo de cada paciente.
Fármacos como a bupropiona, por exemplo, são amplamente reconhecidos por auxiliarem na perda de peso por atuarem na via da dopamina e noradrenalina, reduzindo a fissura por comida e a busca por recompensa rápida.
Em contrapartida, substâncias como a mirtazapina ou os antidepressivos tricíclicos (como a amitriptilina) tendem a aumentar significativamente o apetite, sobretudo por carboidratos, levando ao ganho de peso.
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Fica o alerta
Vale ressaltar que o efeito no peso não depende apenas do mecanismo químico da medicação, mas também da resposta individual de cada organismo e da melhora do próprio quadro psiquiátrico.
Em muitos casos, a recuperação da depressão restabelece o apetite de quem antes não conseguia comer, o que é um sinal saudável de restauração, enquanto para outros a redução da ansiedade elimina o hábito de beliscar.
Por isso, a definição do tratamento deve ser sempre individualizada e acompanhada por uma equipe multidisciplinar, com, no mínimo, um endocrinologista e um psiquiatra, alinhando a saúde mental às metas metabólicas do paciente, combinado?
Fique de olho!
Para finalizar
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Muito obrigada pela leitura até aqui e até o próximo post!
