Antidepressivos podem afetar o peso? - Drª Flávia Tessarolo

Antidepressivos afetam o peso?


Afinal, os antidepressivos afetam o peso ou não?

Essa é uma pergunta que recebo com frequência em meu consultório, sendo motivo de dúvida para muitos pacientes, principalmente as mulheres. 

Pensando nisso, escrevi esse post para solucioná-lá de uma vez por todas!

Acompanhe a leitura para saber mais!

O que são antidepressivos

Como você já pode imaginar, os antidepressivos são medicamentos utilizados para tratar a depressão e outras condições de saúde mental, como o transtorno de ansiedade, o transtorno de pânico, o TOC, entre outras. 

Eles atuam diretamente na regulação de neurotransmissores ligados ao humor, como a dopamina e a serotonina, modificando sua disponibilidade na fenda sináptica, ou seja, o espaço entre um neurônio e outro. 

Quando uma pessoa está com depressão ou um transtorno de ansiedade, a sinalização desses químicos pode estar desregulada. 

Os medicamentos, assim, impedem a reabsorção rápida ou aumentam a sensibilidade a esses transmissores, permitindo que os circuitos cerebrais responsáveis pelo bem-estar e pelo equilíbrio emocional voltem a se comunicar de forma mais eficiente.

Os antidepressivos afetam o peso corporal?

Respondendo à pergunta-base deste post, sim, os antidepressivos podem aumentar ou ter impacto na perda de peso. 

Na Endocrinologia e Metabologia, a utilização de alguns desses medicamentos vai além do tratamento da depressão, da ansiedade ou do TOC. 

Eles podem atuar controlando o comer emocional ou ansiedade que leva a um padrão beliscador, bem como o transtorno de compulsão alimentar e o comer noturno.

No entanto, existem também antidepressivos que estão associados ao ganho de peso. 

Como escolher o medicamento adequado?

A escolha do medicamento adequado varia de acordo com o perfil e o objetivo de cada paciente. 

Fármacos como a bupropiona, por exemplo, são amplamente reconhecidos por auxiliarem na perda de peso por atuarem na via da dopamina e noradrenalina, reduzindo a fissura por comida e a busca por recompensa rápida. 

Em contrapartida, substâncias como a mirtazapina ou os antidepressivos tricíclicos (como a amitriptilina) tendem a aumentar significativamente o apetite, sobretudo por carboidratos, levando ao ganho de peso.

Leia também: Conheça as fases do tratamento da obesidade  

Fica o alerta

Vale ressaltar que o efeito no peso não depende apenas do mecanismo químico da medicação, mas também da resposta individual de cada organismo e da melhora do próprio quadro psiquiátrico. 

Em muitos casos, a recuperação da depressão restabelece o apetite de quem antes não conseguia comer, o que é um sinal saudável de restauração, enquanto para outros a redução da ansiedade elimina o hábito de beliscar.

Por isso, a definição do tratamento deve ser sempre individualizada e acompanhada por uma equipe multidisciplinar, com, no mínimo, um endocrinologista e um psiquiatra, alinhando a saúde mental às metas metabólicas do paciente, combinado?

Fique de olho!

Para finalizar 

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Eu espero você, combinado? 

Ah! E eu também atendo online!

Muito obrigada pela leitura até aqui e até o próximo post!