Entenda a famosa Tireoidite de Hashimoto - Drª Flávia Tessarolo

Entenda a famosa Tireoidite de Hashimoto


Você sabe o que é a Tireoidite de Hashimoto?

E que ela também é conhecida como tireoidite autoimune?

Ainda não sabe?

Então continue nesse post que eu te explico tudo direitinho!

O que é a tireoide?

Antes de entendermos o que é a Tireoidite de Hashimoto, precisamos entender sobre a tireoide. 

A tireoide é uma glândula endócrina em formato de borboleta, localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo do pomo de Adão, popularmente conhecido como “gogó”. 

Sua principal função é produzir os hormônios T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam em praticamente todos os sistemas do organismo, regulando o metabolismo e contribuindo para o crescimento e o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Dá pra ver que ela é bem importante, não é mesmo?

E a Tireoidite de Hashimoto?

A Tireoidite de Hashimoto, portanto, é o nome que damos à inflamação crônica da tireoide, causada por um “ataque” de auto anticorpos contra ela.

Os auto anticorpos são como “soldados de defesa” do nosso corpo, que inflamam a tireoide cronicamente. 

Eles não provocam dor e nem febre, mas “destroem” e mudam a textura da glândula, que fica cheia de cicatrizes (fibroses).

Com consequência disso, ao longo do tempo ocorre prejuízo na produção de seus hormônios, T3 e T4, levando ao hipotireoidismo. Como toda doença autoimune, o estresse físico e emocional é um gatilho importante em indivíduos predispostos.

Leia também: 10 sinais de que a sua tireoide não está bem

Quais são os sintomas da Tireoidite de Hashimoto?

Na maioria dos casos, os sintomas surgem quando a doença evolui para o hipotireoidismo, condição caracterizada pela redução da produção dos hormônios da tireoide.

Entre os sinais mais comuns estão cansaço, fadiga, sonolência excessiva e maior sensibilidade ao frio. Também podem ocorrer queda de cabelo, unhas quebradiças e pele ressecada. 

Além disso, algumas pessoas apresentam irregularidade menstrual, redução da libido, alterações de humor, sintomas depressivos, constipação intestinal e aumento dos níveis de colesterol no sangue. 

Esses sintomas costumam se desenvolver de forma gradual e podem variar em intensidade de uma pessoa para outra.

Assim, não dá para generalizar, combinado?

Como tratar a condição?

O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica, exames de sangue e exames de imagem da tireoide, que ajudam a identificar alterações na função e na estrutura da glândula. 

A partir dos resultados, o médico define a melhor abordagem para cada caso.

Quando há evolução para o hipotireoidismo, o tratamento geralmente consiste na reposição dos hormônios tireoidianos, como a tiroxina, permitindo restabelecer os seus níveis adequados.

Com o acompanhamento médico adequado e o tratamento correto, é possível controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações associadas à doença.

Desta maneira, é como dizem nos comerciais: “ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.” 

E o endocrinologista é o profissional mais indicado para isso! 😉

Para finalizar 

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