Setembro Amarelo e os impactos da obesidade para a saúde mental
No calendário anual da Saúde, o mês de setembro é dedicado à saúde mental e à prevenção do suicidio, por meio da campanha conhecida como Setembro Amarelo.
Você sabia que a obesidade pode causar sérios impactos para a saúde mental e levar as pessoas a também cometerem atos como esse?
A relação é preocupante. Mas ninguém está sozinho!
Acompanhe a leitura no post de hoje.
O Setembro Amarelo
Desde 2015, o mês de setembro é dedicado ao Setembro Amarelo no Brasil, com campanhas e ações de conscientização em relação ao suicidio acontecendo em todo o país.
O período foi escolhido devido ao dia 10 de setembro, conhecido de forma internacional como, justamente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicidio.
Já a cor amarela vem de um fato ocorrido nos anos 90, quando um jovem cometeu suicidio nos Estados Unidos e os seus pais distribuíram fitas amarelas em seu velório.
A relação da obesidade e a saúde mental
Como já te contei por aqui, ter obesidade aumenta em 55% a chance de ter depressão. Por outro lado, ter depressão aumenta em quase 60% a chance de ter obesidade.
Além disso, as duas condições têm em comum o preconceito e o rótulo de que para serem tratadas é preciso ter somente “coragem” ou “força de vontade”, o que sabemos que não é verdade.
A obesidade é uma condição crônica e multifatorial com um tratamento que vai muito além de “comer menos”, envolvendo também mudanças no estilo de vida e o uso de medicamentos caso necessário.
Em um tratamento adequado, o paciente também deve ser avaliado como um todo, inclusive do ponto de vista emocional, pois a relação entre obesidade, depressão e outros transtornos mentais, e suicídio tem estado cada vez maior, como veremos a seguir.
O que mostram os estudos
Estudos científicos vêm apontando uma forte e preocupante relação entre a obesidade e o aumento do risco de sofrimento mental, ideação e tentativas de suicídio.
Uma pesquisa publicada na revista Depress Anxiety, por exemplo, apontou que quadros de obesidade extrema ou de grau 3 (IMC ≥ 40) têm chances significativamente maiores para o comportamento suicida, com taxas de prevalência que chegam a 33% em mulheres e 13% em homens.
Dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) também revelam que cerca de 60% dos pacientes com obesidade sofrem de algum distúrbio psiquiátrico, sendo a depressão e a compulsão alimentar os diagnósticos mais frequentes.
Ainda, segundo o Conselho Federal de Nutrição, transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, são fatores de risco para a ideação e o comportamento suicida, predispondo as pessoas acometidas a interromper a sua própria vida, em especial os jovens de 12 a 18 anos e as mulheres de 12 a 35.
Além dos aspectos fisiológicos e metabólicos, o sofrimento psicológico é constantemente amplificado por fatores sociais e emocionais severos.
O estigma relacionado ao peso, a discriminação diária, o bullying e a deterioração da autoestima geram um ciclo vicioso de ansiedade e sofrimento.
E precisamos falar sobre isso!
Não deixe de procurar ajuda
Para romper esse ciclo vicioso, é fundamental entender que o cuidado com a obesidade e com a saúde mental caminha lado a lado.
Tratar o corpo sem acolher a mente e vice-versa deixa o cuidado incompleto.
O caminho para a recuperação exige um olhar empático, livre de julgamentos ou estigmas, unindo o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar com médicos endocrinologistas, psiquiatras, nutrólogos, psicólogos, nutricionistas, entre outros.
Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento de sofrimento intenso, lembre-se de que buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas o primeiro passo para o bem-estar.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e confidencial pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br.
Falar sobre o assunto, acolher sem julgar e buscar auxílio profissional salva vidas!
Para finalizar
Agora que você já sabe tudo sobre o Setembro Amarelo e os impactos da obesidade para a saúde mental, mande esse conteúdo para quem também precisa saber.
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Eu espero você, combinado?
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Muito obrigada pela leitura até aqui e até o próximo post!
