Ozempic “genérico”? O que se sabe até agora
No final de 2025, uma notícia deixou médicos e pacientes de todo o Brasil animados: a queda da patente do Ozempic.
Apesar do “disse-me-disse” gerado nas pessoas pela mídia, muitas dúvidas ficaram no ar – e é preciso tomar muito cuidado ao ler as informações e divulgá-las, em especial neste momento onde tantas canetas emagrecedoras falsas vêm sendo vendidas por aí.
Por isso, no post de hoje, reuni alguns detalhes técnicos de tudo o que aconteceu, o que se sabe até agora e o que pode vir por aí, com ênfase no que a ciência diz.
Confira!
O que aconteceu?
No dia 16 de dezembro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido do laboratório Novo Nordisk de extensão da patente da semaglutida no Brasil.
Ela, como sabemos, é o princípio ativo do Ozempic, medicação que, em bula, está indicada para tratamento do diabetes mellitus tipo 2, e do Wegovy, que está indicado para tratamento da obesidade e do sobrepeso (quando acompanhado de outros fatores de risco).
Desta maneira, o prazo de vencimento da patente permaneceu o mesmo do anterior, ou seja, março de 2026.
O que isso pode significar?
A negativa por parte do STJ corrobora com um entendimento, de 2021, de que não há base para ampliação de patentes além do prazo formal de 20 anos, independente de atrasos no registro da marca, algo alegado pelo laboratório na hora de solicitar a extensão.
Na prática, a decisão abre precedentes para que outros concorrentes criem versões sintéticas ou similares, a preços mais baixos – desde que, é claro, ocorra a aprovação prévia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo a Agência, há, atualmente, cerca de 13 pedidos de registro de medicamentos com semaglutida, que por tratar-se de um medicamento biológico, na verdade, serão medicamentos biossimilares ou biossintéticos e não genéricos.
Este número pode aumentar ainda mais com a queda na patente também na Índia, o que insere, nesta corrida, farmacêuticas como a Narcofarma, a Biocon e a Cipla.
Continue no assunto: Ozempic: tudo o que você precisa saber sobre o medicamento
Ozempic “genérico” vai ser oferecido no SUS?
Além disso, o barateamento do tratamento com semaglutida pode fazer com que o ativo seja oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS).
Isso porque o fator financeiro foi um dos grandes entraves para o oferecimento do Ozempic no SUS, avaliado em mais de R$ 8 bilhões por ano.
O alto custo da medicação faz com que, inclusive, pessoas recorram ao mercado clandestino, como disse no início do texto, correndo sérios riscos de saúde e até mesmo de vida.
Mas atenção: até o momento não há previsão de lançamento de um Ozempic genérico e tampouco de seu oferecimento no SUS. Este é um longo processo, que pode se estender pelo ano inteiro.
Por isso, cuidado!
Apesar deste mercado já representar 4% do mercado farmacêutico brasileiro, é preciso se precaver e estar atento(a) a qualquer tipo de informação errada ou fraudulenta.
Patente que irá cair é a da semaglutida injetável
Outro ponto importante é que a patente que vai cair é a da semaglutida injetável (Ozempic).
Apesar de também levar a semaglutida em sua composição, o Rybelsus, que é a semaglutida oral, diferente do que muitos veículos de comunicação falaram, não poderá ter “genérico”.
Isso porque, na tecnologia de fabricação do comprimido, existe o NAC, que é uma substância intensificadora da absorção, ainda sob patente da Novo Nordisk.
Fique de olho!
Leia também: Conheça os efeitos colaterais do Ozempic
Para finalizar
Agora que você já sabe tudo sobre o possível Ozempic “genérico” e a queda da patente da semaglutida injetável pela Novo Nordisk, envie este conteúdo para quem também precisa saber.
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