Lista de medicamentos essenciais: análogos ao GLP-1 voltados ao tratamento do diabetes passam a fazer parte de documento da OMS
Você sabia que, agora, os medicamentos à base de GLP-1 para diabetes fazem parte da lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS)?
A novidade, anunciada no início do mês de setembro de 2025, pode ampliar o acesso da população a estes tipos de medicamentos, impactando a saúde do mundo todo.
Saiba mais!
O que é a lista de medicamentos essenciais?
A lista de medicamentos essenciais da OMS é um documento usado por mais de 150 países e é referência quando o assunto é eficácia e segurança de medicamentos.
Além da inclusão dos análogos ao GLP-1 voltados ao tratamento do diabetes, esta recente atualização incluiu também tratamentos para diversos tipos de câncer e diabetes com comorbidades associadas, como obesidade.
O que são os medicamentos à base de GLP-1?
Os medicamentos à base de GLP-1 ou análogos ao GLP-1, como já explicamos aqui, são aqueles que “imitam” a ação do hormônio de mesmo nome, responsável por regular a glicose no sangue e a nossa sensação de saciedade.
No Brasil, os mais conhecidos são a liraglutida e a semaglutida, presentes em medicamentos como o Ozempic, Wegovy e o Rybelsus.
Ozempic e Rybelsus possuem indicação, em bula, para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2, e o Wegovy é indicado para tratamento de sobrepeso e obesidade.
Por que não foram incluídos medicamentos para pessoas com obesidade?
Segundo o documento da OMS, a inclusão dos medicamentos para tratamento de pessoas com obesidade e sem comorbidades não foi realizada “devido a evidências limitadas e menos maduras de benefício em desfechos cardiovasculares e mortalidade nessa população, além da falta de dados sobre segurança a longo prazo”.
De acordo com a Organização, os benefícios e evidências de eficácia dos mesmos são maiores em pessoas com diabetes do que em pessoas com obesidade, mas sabemos que existe, sim, evidência científica robusta que a semaglutida 2,4mg reduz o risco cardiovascular em pessoas com obesidade e sem diabetes em 20%, como foi demonstrado no estudo Select.
Preço é desafio
Além disso, a nova lista de medicamentos da OMS ressaltou sobre o alto custo dos medicamentos, algo que dificulta a inclusão dos mesmos nos sistemas públicos de saúde – mas que a iminente quebra da patente da liraglutida e da semaglutida “deve permitir a entrada de biossimilares, aumento da concorrência e redução de preços”.
Para finalizar
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