Endometriose e hormônios: o que funciona e o que não - Drª Flávia Tessarolo

Endometriose e hormônios: o que funciona e o que não


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a endometriose acomete cerca de 190 milhões de mulheres em todo mundo, o que corresponde a 10% da população. 

Você sabe do que se trata a doença? Quais são os seus principais sintomas? 

E como os hormônios se relacionam com ela? 

Descubra as respostas para essas e mais perguntas no conteúdo de hoje!

Acompanhe!

O que é a endometriose? 

Antes de começarmos, é importante que a gente deixe claro, aqui, que o médico especialista que trata a endometriose é o ginecologista, e não o endocrinologista, como eu

No entanto, a parte relacionada aos hormônios e ao metabolismo feminino é algo que nos desperta interesse e, por isso, resolvi trazer esse assunto, aqui no blog, para você que me lê neste momento. 

A endometriose é uma condição onde o endométrio da mulher, ou seja, o tecido que reveste a parte interna do seu útero, cresce de forma anormal também fora dele. 

Da endometriose superficial à profunda, passando, ainda, pela pulmonar, existem diversos tipos da condição, cada uma com suas características próprias as quais não irei entrar em detalhes por este não ser o foco da nossa publicação.

No entanto, vale destacar que a endometriose, apesar de ser uma doença benigna, pode causar uma dor intensa no corpo feminino, entre outros sintomas, que veremos a seguir. 

Quais os principais sintomas da endometriose? 

Os principais sintomas da endometriose incluem:

  • Cólicas intensas antes ou durante a menstruação
  • Dor pélvica forte
  • Desconforto durante ou após a relação sexual
  • Fluxo menstrual volumoso ou irregular
  • Sangramento fora do ciclo
  • Cansaço acentuado
  • Sensação de abdômen inchado
  • Presença de nódulo palpável
  • Dificuldade para engravidar
  • Dores na lombar 

Qual é a relação dos hormônios com a endometriose? 

Com tanta coisa acontecendo no corpo da mulher devido à condição, há de se imaginar o quanto isso pode interferir na sua qualidade de vida, em tarefas simples do dia a dia e nos seus hormônios, não é mesmo? 

Inclusive, a endometriose é uma doença classificada como hormônio-dependente, devido ao estrogênio e às funções que ele desempenha no organismo feminino. 

“Me explica melhor, Dra. Flavia?”

Claro!

O estrogênio, um dos principais hormônios femininos, é formado pelo estradiol (o principal estrógeno), o estrona e o estriol. 

Juntos, eles são produzidos, em maior parte, nos ovários femininos, e são, portanto, pela saúde reprodutiva da mulher. 

Em outras palavras, é o estrogênio que prepara o útero para uma possível gravidez.

Mas não apenas isso!

Também é ele que regula os ciclos menstruais, ajuda na lubrificação feminina, contribui para o desenvolvimento de características sexuais secundárias, como o crescimento das mamas, produz muco cervical e etc.

Na prática, o que acontece é que o estrogênio, para garantir que tudo isso aconteça, multiplica as células presentes no endométrio. 

E aí, quando multiplicadas em excesso, elas podem passam a crescer na parte externa do mesmo, causando a endometriose e fazendo com que o organismo responda com mecanismos de defesa – afinal, elas não deveriam estar ali. 

Assim, se desenvolvem os processos inflamatórios, as dores intensas e todos os demais sintomas citados anteriormente. 

Deu para compreender mais ou menos?

Leia também: Estrogênio e vitalidade feminina: entenda a relação 

Tratamento hormonal x endometriose

O diagnóstico da endometriose, realizado por médicos ginecologistas, pode ser feito através de exames físicos e complementares, como ultrassonografias, ressonância magnética e laparoscopia. 

Seu tratamento envolve de cirurgia ao uso de dispositivos intrauterinos (DIU), mas também a indicação medicamentosa. 

Anti-inflamatórios para redução da dor e compostos com progesterona, que podem inibir a ovulação e controlar os níveis de estrogênio, são algumas das recomendações feitas pelos médicos.

Muitos deles também receitam anticoncepcionais que combinam progesterona com estrogênio ou mesmo algo para reduzir a produção deste último, ajudando a regular a situação e a atrofiar os focos da doença. 

Por fim, a chamada menopausa medicamentosa é outra opção, feita com análogos do GNRH. 

Isso porque a menopausa é uma fase da vida da mulher que pode aliviar os sintomas causados pela endometriose – por isso, a intenção, neste caso, é já “provocá-lá”. 

Independente do caso da mulher – que deve ser sempre avaliada de forma individual pelo seu médico – o básico que dá certo também vale ser citado para o tratamento da endometriose e da melhoria de tudo que ela causa: prática regular de exercícios físicos, controle do peso, dieta saudável, boas noites de sono e redução do estresse são pratos cheios para que o sofrimento causado pela condição não seja tão grande

Fica a dica!

Para finalizar 

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