R$ 44,6 bilhões por ano: esses são os custos fiscais da obesidade ao Brasil
Você sabia que os custos fiscais da obesidade no Brasil podem chegar a até R$ 44,6 bilhões por ano?
Sim, pode acreditar!
Esse foi um dos dados revelados por um estudo do Instituto Cordial em parceria com a Novo Nordisk, farmacêutica responsável por produtos como o Ozempic e o Wegovy.
Quer saber mais sobre o estudo revelou?
Acompanhe o post!
Os principais números do estudo
Além do principal número citado há pouco e título do post, que corresponde a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o levantamento também trouxe informações como:
- O fato desse número poder chegar a R$ 60,5 bilhões até 2033;
- A perda anual de R$ 9,94 bilhões na arrecadação tributária do país;
- Os gastos de R$ 6,05 bilhões e R$ 29,56 bilhões por ano relacionados a despesas com invalidez e direcionados somente para a área da saúde, respectivamente;
- E o registro de mais de 240 mil aposentadorias no Brasil associadas ao sobrepeso e à obesidade.
Números bastante alarmantes, não é mesmo?
Recorte de gênero
O estudo mostra ainda que, no Sistema Único de Saúde (SUS), o impacto financeiro direto da obesidade já supera a marca de R$ 1,89 bilhão anuais em tratamento e cuidados médicos.
Esse montante divide-se entre R$ 911,6 milhões voltados ao custeio de internações hospitalares e R$ 983,8 milhões destinados à aquisição de medicamentos.
Também fala sobre mulheres com obesidade terem maior dificuldade de acesso ao emprego, recebendo salários entre 4% e 9% menores na comparação com os homens com obesidade.
Até quando?
Existe solução?
De acordo com a análise, a redução de apenas 1% na prevalência da condição, poderia gerar uma economia anual de R$ 444,6 milhões, além de impulsionar a produtividade e a arrecadação.
A chave para conter esse avanço, portanto, pode estar presente em um diagnóstico precoce e no fortalecimento de ações preventivas.
Quando a obesidade, que, como sempre gosto de lembrar aqui, é uma condição crônica, é identificada e tratada em suas fases iniciais, evita-se a progressão para comorbidades graves, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Isto, é claro, pode reduzir de forma imediata a necessidade de internações hospitalares, cirurgias e medicamentos de alto custo no SUS.
Além do alívio direto no sistema de saúde, a prevenção também minimiza o surgimento de complicações incapacitantes, contendo a sobrecarga nas contas previdenciárias ao diminuir as concessões de benefícios por incapacidade temporária e incapacidade permanente.
O estímulo às atividades físicas é outro ponto a ser considerado.
Neste post, eu explico que não existe atividade certa para emagrecer.
Existe a atividade que funciona para o paciente, que ele gosta e consegue manter a longo prazo.
Na dúvida, vale sempre consultar um profissional de saúde.
Para finalizar
Agora que você já sabe tudo sobre os custos fiscais da obesidade ao Brasil (e como fazer para mitigá-los), mande esse conteúdo para quem também precisa saber.
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