Canetas emagrecedoras causam pancreatite? Entenda a relação - Drª Flávia Tessarolo

Canetas emagrecedoras causam pancreatite? Entenda a relação


Recentemente, concedi uma entrevista ao jornal Tribuna Notícias para falar sobre o possível risco de pancreatite que pacientes usuários de canetas emagrecedoras podem desenvolver.

Afinal, existe mesmo este risco? Se sim, o que fazer para evitá-lo? 

Saiba mais sobre o assunto no post de hoje! 

Como tudo começou 

Toda a discussão em torno do assunto começou quando, no início de fevereiro, agências reguladoras do mundo inteiro começaram a emitir alertas sobre o risco de pancreatite aguda e possível óbito em pacientes que faziam o uso de canetas emagrecedoras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi uma delas.

A MHRA, do Reino Unido, similar à Anvisa no Brasil, também foi outra que divulgou ter recebido 1.296 notificações da condição associada aos medicamentos entre 2007 e outubro de 2025 no país, de acordo com informações do G1.

Mas, afinal, o uso está realmente relacionado à condição?

Sim, quem usa medicamentos agonistas de GLP-1 para o tratamento de diabetes, obesidade ou sobrepeso, quando associado a condições adversas, pode, realmente, desenvolver um quadro de pancreatite aguda. 

Acontece que esta não é nenhuma grande novidade, já estando prevista na bula desses medicamentos desde o início de sua comercialização. 

O risco é real, como qualquer evento adverso grave no uso de medicamentos, mas vale dizer que, neste caso, é raro, e não quer dizer que o medicamento não seja seguro. 

Os alertas das agências não mudam a relação de risco e eficácia das substâncias. 

Na prática, os benefícios terapêuticos ainda superam os efeitos adversos, de acordo com as indicações e modos de uso aprovados e constantes da bula, conforme a própria Anvisa emitiu em seu comunicado.

Informação científica é diferente de alarde

As canetas emagrecedoras são estudadas há cerca de 20 anos. 

Desde os primeiros trabalhos com Exenatida, o primeiro análogo de GLP-1, essa possível associação com pancreatite já foi investigada de forma rigorosa.

Quando o paciente é acompanhado e monitorado por um médico ético e competente, grandes estudos clínicos e análises robustas mostram que não há aumento consistente de risco. 

Portanto, respire, não se preocupe e evite compartilhar notícias que não pode comprovar a veracidade. 

Na dúvida, conte com ajuda profissional ou vá direto a fontes confiáveis como a Anvisa ou a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. 

Para finalizar 

Agora que você já sabe sobre a relação entre canetas emagrecedoras e pancreatite, envie este conteúdo para quem também precisa saber.

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