Candidíase e diabetes: entenda a relação
Todo diabético precisa conhecer a candidíase e sua relação com o diabetes.
Infecção causada por um fungo chamado Candida albicans e que atinge preferencialmente a vagina, o esôfago, a boca e o pênis, a candidíase costuma ocorrer quando o diabetes está descompensado e com os níveis elevados.
Além disso, muitas vezes, ela é uma das primeiras manifestações que sinaliza a possibilidade do diagnóstico da condição.
Continue a leitura do post de hoje para saber mais!
O que é e como se dá a candidíase
A candidíase é uma infecção causada por fungos do gênero Candida, sendo o Candida albicans, que citei no início do texto, o mais comum.
Embora esses fungos estejam presentes naturalmente no corpo humano, em condições normais não causam problemas.
No entanto, quando ocorre um desequilíbrio no organismo, como com o enfraquecimento do sistema imunológico, alterações hormonais, o diabetes descompensado ou o uso prolongado de antibióticos, entre outros, esses fungos podem proliferar excessivamente, levando à infecção.
Falaremos sobre cada um desses pontos de forma esmiuçada abaixo, de acordo com o tipo de candidíase.
Os principais tipos de candidíase
Poucos sabem, mas existem diversos tipos de candidíase que podem infectar e afetar o nosso organismo.
Vamos conhecer mais sobre eles?
Candidíase vaginal
A candidíase vaginal é a infecção ginecológica mais comum de todas, afetando até 75% das mulheres em algum momento da vida.
Ela ocorre quando há um desequilíbrio na flora vaginal, permitindo a proliferação excessiva do fungo.
Candidíase peniana
Embora menos comum que a candidíase vaginal, a candidíase peniana pode afetar também os homens, especialmente aqueles com higiene inadequada ou diabetes, como veremos à frente.
Ela pode ser transmitida sexualmente, mas ocorrer independente disso também.
Candidíase oral (foto de capa)
Já a candidíase oral, o famoso “sapinho”, é mais comum em bebês, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido.
Entre seus fatores de risco estão o uso de dentaduras mal ajustadas, também o diabetes, o uso de corticosteroides inalados e a imunossupressão.
Você sabia disso tudo?
Candidíase cutânea
A candidíase cutânea afeta a pele, especialmente em áreas de dobras, como axilas, virilhas, sob os seios e entre os dedos.
Se manifestando com erupções vermelhas, coceira, ardência e, em alguns casos, formação de fissuras ou lesões úmidas, este tipo de candidíase é mais comum em pessoas com obesidade, diabetes ou que permanecem com roupas úmidas por longos períodos.
Por isso, nada de ficar muito tempo com aquela roupa de praia ou piscina no corpo!
Candidíase esofágica
Enquanto isso, a candidíase esofágica é uma infecção que afeta o esôfago, o canal que liga a garganta ao estômago.
Sendo mais comum em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, como aquelas com HIV/AIDS ou que estão em tratamento de câncer, seus sintomas incluem dor ao engolir, dor no peito, náuseas e vômitos.
Candidíase intestinal
Por fim, a candidíase intestinal acontece quando há um crescimento excessivo do fungo que causa a doença no trato gastrointestinal, podendo estar associada a sintomas como distúrbios digestivos, inchaço abdominal, diarreia ou constipação.
Fatores como uso prolongado de antibióticos, dieta rica em açúcares e também o sistema imunológico comprometido podem predispor ao seu desenvolvimento neste caso.
Portanto, vale ficar de olho!
Sintomas da candidíase
Além dos sintomas citados de forma específica em cada um dos três últimos tipos do tópico anterior, existem os sintomas gerais da candidíase em homens e mulheres.
Veja!
Na boca: placas brancas na língua e parte interna das bochechas, estes acontecem na candidíase oral.
Nos homens: vermelhidão e fissura na glande e prepúcio, coceira, dificuldade de urinar e na relação sexual, bem como possível corrimento esbranquiçado (candidíase peniana).
Nas mulheres: coceira e vermelhidão na vagina e vulva, corrimento esbranquiçado, ardência urinária (candidíase vaginal).
Mas, afinal, o que tem a ver o diabetes com isso tudo?
Como visto em alguns momentos anteriormente, o diabetes tem a ver com a candidíase, pois pode ser um dos fatores de risco para o desenvolvimento da doença.
Desta maneira, é importante que ele esteja sempre controlado para evitar o seu aparecimento ou mesmo a piora do quadro caso já exista.
Como prevenir e tratar a doença
O tratamento da candidíase geralmente envolve o uso de antifúngicos, que podem ser administrados por via oral ou tópica, dependendo da localização e gravidade da infecção.
Na dúvida, consulte sempre o seu médico de confiança para ter certeza sobre o diagnóstico e para receber orientação adequada, combinado?
Mas, antes disso, saiba que é possível você também prevenir a doença antes que ela se manifeste com ações simples, como:
- Mantendo uma boa higiene pessoal;
- Evitando o uso prolongado de roupas úmidas ou muito apertadas;
- Evitando o uso frequente de antibióticos e corticoides;
- Adotando uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes e vitaminas, evitando o consumo excessivo de açúcares;
- Controlando doenças crônicas, como diabetes e obesidade, mantendo-as sob os níveis recomendados.
Para finalizar
Agora que você já sabe tudo sobre a relação entre candidíase e diabetes, mande esse conteúdo para quem também precisa saber.
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