O que é o Alzheimer e qual é a sua relação com o diabetes?
Diversos estudos e artigos científicos apontam para uma maior propensão do desenvolvimento de Alzheimer em pessoas que possuem diabetes.
Muitos deles falam que a doença, inclusive, é uma espécie de diabetes tipo 3.
Mas, afinal, qual é a relação de uma condição com a outra?
É o que veremos no conteúdo de hoje!
O que é o Alzheimer?
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que ocorre no cérebro e afeta a memória e a cognição em geral do paciente que a desenvolve.
Progressiva e irreversível, a condição não tem cura e a sua causa é desconhecida, mas os seus sintomas, diretamente ligados à capacidade de lembrar, aprender, raciocinar e até mesmo falar, podem ser amenizados a partir do diagnóstico precoce.
No Brasil, aproximadamente 2 milhões de pessoas convivem com alguma forma de demência, entre elas o Alzheimer, de acordo com o Ministério da Saúde.
Até 2050, a projeção é que 5,7 milhões de pessoas sejam diagnosticadas no país.
Esta é, ainda, a doença neurodegenerativa mais comum do mundo.
Qual é a relação entre o Alzheimer e o diabetes?
Não é incomum relacionarem o Alzheimer e o diabetes como “doenças de idosos”.
De fato, ambas as condições são mais prováveis de serem desenvolvidas após os 65 anos.
Mas as semelhanças entre elas vão além disso.
Isso porque, como comentei com você neste post, o diabetes também causa diversos efeitos em nosso cérebro.
O diabetes, tal como o Alzheimer, acelera a neurodegeneração quando descontrolado, comprometendo funções do sistema nervoso central e acelerando o envelhecimento cerebral.
Além disso, a resistência à insulina trazida pelas duas doenças pode interferir em nossas funções executivas, como o pensamento flexível, a memória operacional e a velocidade de processamento, bem como em nossa sinalização neuronal, uma vez que favorece o acúmulo de placas beta-amiloides e agrava processos inflamatórios crônicos.
A doença de Alzheimer, ainda, afeta o metabolismo sistêmico da glicose ao provocar alterações comportamentais, disfunção hipotalâmica, aumento da fragilidade, entre outros efeitos.
Esta, portanto, é uma interação de risco, com o diabetes e o Alzheimer cooperando entre si e com diversos fatores podendo contribuir em interações bidirecionais entre as duas condições.
As duas, como pode-se perceber, estão intimamente ligadas.
O Alzheimer pode ser chamado de diabetes tipo 3?
Ainda que com toda essa relação, não dá para chamar o Alzheimer de diabetes tipo 3, como alguns estudos sugerem.
Não há nem mesmo um consenso sobre isso entre a comunidade científica.
Podemos dizer, sim, que o diabetes é um fator de risco para o Alzheimer, por exemplo, ou que a inflamação cerebral do Alzheimer, causada por um acúmulo de toxinas no cérebro, é ocasionada, principalmente, pela resistência à insulina, que regula a glicose do sangue.
Mas nem todo mundo que possui diabetes desenvolve Alzheimer e nem todo mundo que possui Alzheimer desenvolve diabetes.
Fora isso, cabe pontuar que o diabetes é apenas um dos fatores de risco para Alzheimer, que também incluem hipertensão, apneia do sono, depressão, sedentarismo, alcoolismo, escolaridade – pessoas analfabetas têm maiores chances de desenvolver Alzheimer -, entre outros.
Como prevenir e tratar o Alzheimer e o diabetes?
A prevenção do Alzheimer e do diabetes passa por uma vida saudável, com a prática regular de exercícios físicos, uma alimentação equilibrada, o controle do peso e a redução do consumo excessivo de açúcares simples.
É aconselhável não beber ou fumar e, ainda, controlar o estresse, se possível com boas e reparadoras noites de sono – afinal, o sono regenera o cérebro, sendo fundamental para a consolidação da memória, a eliminação de toxinas, a reparação celular e a regulação emocional.
Quem me acompanha por aqui ou em minhas redes sociais sabe que eu falo isso em praticamente todos os posts.
A realidade é que não tem segredo ou fórmula mágica.
Cuidar da saúde é, na verdade, algo bem simples de se fazer.
E você pode começar fazendo isso hoje mesmo!
Já para o tratamento das condições, que não têm cura, cada caso pode necessitar de uma intervenção diferente, incluindo as sugestões utilizadas para a prevenção citadas anteriormente.
É sabido que alguns medicamentos para o tratamento do diabetes também podem ser utilizados para o tratamento do Alzheimer, a depender do tempo de descoberta e do grau.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento multidisciplinar integral e gratuito nos dois casos.
Ciência evolui a cada dia
Os estudos mostram que quem se vacina para herpes-zóster teria menor chance de ter doença de Alzheimer ou desenvolver complicações que poderiam descompensar o diabetes, por exemplo.
Um simples exame de sangue, testado no Brasil, também já poderia detectar o Alzheimer com 90% de precisão, segundo esta notícia recente.
O que quero dizer com isso?
Que a ciência vem evoluindo cada dia mais – e a prevenção precoce, como vimos, ainda é o melhor remédio!
Entretanto, caso você ou algum familiar ou amigo tenha recebido o diagnóstico, isto também não é o fim do mundo.
Com o tratamento adequado, o paciente com diabetes ou Alzheimer pode viver bem e com qualidade de vida.
Na dúvida, sempre consulte um especialista!
Para finalizar
Agora que você já sabe tudo sobre a relação entre o Alzheimer e o diabetes, envie este conteúdo para quem também precisa saber.
Você pode copiar e enviar o link para a pessoa ou clicar em qualquer um dos botões abaixo, de compartilhamento nas redes sociais Facebook, X (antigo Twitter) e Linkedin.
É fácil e rápido!
Não deixe de marcar a sua consulta comigo se tiver mais dúvidas e/ou quiser tratar questões relacionadas à obesidade, diabetes, menopausa, tireoide, entre outras.
Fale com a minha equipe pelas redes sociais no @draflaviatessarolo, pelo telefone (27) 3029-4243 ou pelo WhatsApp no número (27) 99954-3174.
Meu consultório fica na Rua das Palmeiras, 685, Sala 511, em Santa Lúcia, Vitória – ES.
Eu espero você, combinado?
Ah! E eu também atendo online!
